quinta-feira, 25 de abril de 2013

Aborto Espontâneo

Assunto delicado, e muitas mulheres já devem ter passado por isso. Não sei, mas imagino que seja um momento frustrante e doloroso. Pode não parecer, mas o aborto espontâneo é mais normal do que se pensa.



O que é o aborto espontâneo?
É quando a gestação é interrompida naturalmente, pelo próprio organismo da mulher. Isso deve ocorrer até o quinto mês e o feto não pode ter mais de 500 gramas. Depois desse período e antes do termo (38 semanas), já é considerado morte fetal por prematuridade. O aborto pode ser precoce, quando ocorre até a 12a semana completa, e tardio, entre a 12a e a 20a. Os sintomas mais comuns são sangramentos e dores abdominais e a gestante deve avisar o médico, se isso ocorrer, para que ele avalie a necessidade de exames e procedimentos posteriores, como a curetagem – uma espécie de limpeza do útero, que nem sempre consegue expelir tudo sozinho. 

Por que acontece?
As causas são muitas. Aqueles abortos que ocorrem bem no início da gestação, nas primeiras duas ou três semanas, são muito difíceis de serem diagnosticados. Isso porque é complicado colher qualquer material para exame, já que eles são similares aos da menstruação normal e não precisam de nenhum procedimento posterior em consultório, como uma curetagem, por exemplo. Mesmo assim, cerca de metade de todos os casos de aborto se devem a anomalias cromossômicas, ou seja, embriões que não se desenvolvem bem já nas primeiras etapas da divisão celular e que não têm condições para sobreviver. Dá para falar que é mesmo uma seleção natural. Os outros casos estão ligados a algum problema do organismo da mulher. Entre os mais comuns estão o fator aloimune, quando o corpo rejeita o feto como um organismo estranho e invasor; doenças autoimunes, como lúpus; problemas endócrinos, como a deficiência na produção de progesterona para segurar a placenta; alterações no funcionamento da tireoide; diabetes; miomas uterinos; colo do útero aberto e predisposição à trombose. Alguns fatores podem ser prejudiciais também, entre eles obesidade ou magreza extrema, uso de alguns medicamentos ou drogas, alcoolismo, tabagismo e uma infecção grave no início da gestação. 

Quando é um problema?
É normal que você queira muito saber o que saiu errado. Mas a investigação médica só começa quando o quadro se transforma em aborto de repetição, isto é, por mais de três vezes consecutivas. Antes disso, os casos entram na estatística dos 20% de gestações que não “vingam”. A partir das circunstâncias do aborto, os médicos vão avaliar se o problema está na saúde da mãe ou na do embrião. Neste segundo caso, pode ser preciso também avaliar melhor o parceiro, principalmente se as causas forem relativas a anomalias genéticas, que podem ser acidentais ou estarem ligadas ao DNA tanto do pai quanto da mãe. 

Tem tratamento?
Para a maioria das situações, sim. As causas genéticas têm apoio da reprodução assistida, que pode selecionar embriões ou utilizar doadores de óvulos e esperma saudáveis. O colo do útero aberto pode ser reparado com um procedimento chamado cerclagem, que o fecha com pontos que só são retirados perto do parto. Para quem tem predisposição à trombose, doses de anticoagulante são receitadas. A tireoide também pode ser controlada com medicamentos e a progesterona, reposta. 

É possível evitar que o aborto aconteça?
Não em todos os casos, mas, em especial no que diz respeito ao organismo feminino, existem maneiras de minimizar riscos. Uma das melhores atitudes é manter os exames e as visitas ao ginecologista em dia. Assim, é possível detectar e controlar problemas de diabetes, hipertensão, tireoide, descobrir e tratar miomas e avaliar o colo uterino. Além disso, manter as vacinas de doenças como rubéola em dia e tirar todas as dúvidas sobre algum medicamento que esteja tomando ajudam. 

Se acontecer, quando é possível tentar de novo?
Se o aborto ocorreu nas primeiras semanas e você não precisou fazer curetagem ou outro procedimento, já pode tentar engravidar no próximo ciclo menstrual. Se houver intervenções médicas, é aconselhável esperar cerca de três meses ou após ter dois ciclos completos regulares. Pense também se você e seu parceiro estão lidando bem psicologicamente com a questão e não hesite em pedir ajuda e conselhos ao seu médico.

Fonte: Revista Crescer

terça-feira, 23 de abril de 2013

Pré-Natal e Exames

O pré-natal é o acompanhamento que se faz desde a descoberta da gravidez até o nascimento do bebê. Normalmente até a 28ª semana é recomendado uma consulta a cada quatro semanas. Da 29ª a 33ª semana, o intervalo diminui para duas, e a partir da 36ª semana, recomenda-se a visita ao médico semanalmente. Claro que, tudo isso vai depender do tipo de gestação, se apresenta risco ou não, e de cada mulher. Para observar se tudo está bem com mamãe e bebê, é necessário a realização de vários exames durante a gestação. 




Primeiro Trimestre
A primeira bateria de exames após descobrir a gravidez avalia o organismo da mãe, exames comuns para a maioria das gestantes.
  • Hemograma Completo - Detectar a ocorrência de anemia
  • Glicemia - Identifica a presença de açúcar e diagnostica a diabetes
  • Tipagem Sanguínea - Identifica o tipo sanguíneo, caso haja necessidade de intervenção cirúrgica, e verificar a compatibilidade de RH entre mãe e filho.
  • Sorologia - Identifica doenças como sífilis, HIV, toxoplasmose, rubéola, hepatite, citomegalovírus.
  • Urina - Avalia a presença de algum tipo de infecção, que se não curadas, pode antecipar o parto ou provocar aborto.
  • Parasitológico de Fezes - Identifica a presença de protozoários ou parasitas que possam provocar anemia gestacional.
  • Papanicolau - Exame realizado para detectar câncer de colo do útero
  • Ultrassonografia - A primeira normalmente é a endovaginal, para verificar o número de embriões, a localização da gravidez, idade gestacional e batimentos cardíacos. A partir da 17ª semana, pode-se descobrir o sexo do bebê.
  • Ultrassonografia tridimensional(3D) - Pode ser feita a partir da 11ª semana.
  • Translucência nucal - Examina a espessura da nuca do bebê, é realizada entre 10ª e a 14ª semana.

Segundo Trimestre
  • Ultrassom morfológico - Exibe detalhes das estruturas anatômicas do bebê. Verifica-se a formação do cérebro, órgão digestivos e coração. Também mede a cabeça e o fêmur, para garantir que ele esteja crescendo dentro do esperado.
  • Ecocardiografia fetal - Avalia o sistema cardíaco do feto. Realizado em mulheres que possuem histórico familiar de doenças cardíacas congênitas

Terceiro Trimestre
  • Ultrassom dopplerfluxometria - Avalia o crescimento, peso do feto, líquido amniótico e a maturidade da placenta. Também verifica se os nutrientes estão passando corretamento da mãe para o filho.
  • Coleta de material - Coleta de material da vagina para verificar a presença da bactérias Streptococcus, que pode ocasionar uma infecção no recém-nascido.
  • Pressão sanguínea da mãe - Normalmente é verificado a pressão da mãe em toda consulta do pré-natal, para evitar a pré-eclâmpsia.
  • Cardiotocografia fetal - Checa a movimentação do bebê, batimentos cardíacos e a atividade uterina, registrando-se as contrações. Realizado a partir da 34ª semana.

Lembrando que a realização de alguns exames depende de cada gestação e cabe ao médico indicar e realizá-los da forma que achar necessária.
Espero ter ajudado as mamães de alguma forma e aguardem o próximo post! 


Fonte: Folha Online e Mulher Uol


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Menino ou Menina?

A gente descobre que está grávida e agora a principal curiosidade é o sexo, já começamos a imaginar o enxoval, olhar as vitrines das lojas de bebê, e a ansiedade toma conta em cada ultrassom, mas se quer saber o quanto antes o sexo saiba que existem exames que podem comprovar.



Chamado de exame de sexagem fetal, o teste é capaz de detectar a presença ou não do DNA do cromossomo Y (masculino) no sangue da mãe que, por ser mulher, só conta com o cromossomo X.
De acordo com o obstetra dr. Mário Burlacchini, responsável pelo Serviço de Medicina Fetal do Fleury Medicina e Saúde, a taxa de acerto desse exame é de 99% e o resultado sai em apenas cinco dias. 
— No caso de gêmeos, se não for encontrado o cromossomo Y é possível dizer que os bebês são do sexo feminino. Mas, se o Y aparecer, não conseguimos afirmar se um ou os dois bebês são meninos.
Apesar de o exame de sexagem fetal não trazer riscos para a saúde de mãe e filho, a desvantagem é que o teste está disponível apenas na rede privada e para matar a curiosidade é preciso desembolsar cerca de R$ 600,00.
Mais do que descobrir o sexo, a obstetra dra. Rita de Cássia Sanchez de Oliveira, chefe do Setor de Medicina Fetal do hospital Israelita Albert Einstein, avisa que o exame também serve como diagnóstico de doenças.
— Existem algumas doenças congênitas que acomentem apenas as meninas e, se detectadas de forma precoce (antes de 12 semanas), podem ser tratadas durante a gestação.
A médica explica que a análise da placenta (biópsia de vilo corial) e do líquido amniótico (aminiocentese) são outros exames que, embora sejam realizados para detectar doenças genéticas, também respondem se o feto é menino ou menina, pois analisam todos os cromossomos, inclusive os sexuais.
— Geralmente, eles são feitos com 11 semanas, mas por apresentarem risco de até 1% de aborto, só são recomendados para mães ou bebês com fatores de risco.
Método tradicional
Disponível na rede pública de saúde, o ultrassom é o método mais popular para identificar o sexo do bebê. O problema é que para “desvendar esse segredo” os futuros papais precisam esperar até o início do quarto mês de gestação (16 semanas).
Segundo a dra. Rita de Cássia, só nesse período é possível identificar com certeza a diferença nos órgãos genitais.
— Antes disso, no ultrassom morfológico realizada com 12 semanas, o médico até consegue dar um palpite, mas a probabilidade de acerto é de 90%. Como os grandes lábios e escroto ainda não estão formados, nos baseamos na posição do fálus — estrutura que dará origem ao pênis ou clitóris.
A especialista brinca que “por ser apenas uma opinião não é recomendado começar a fazer o enxoval”. A mesma cautela, segundo ela, precisa ser adotada com o teste de urina comercializado em farmácias. Com a também promessa de identificar o sexo, o exame custa, em média, R$ 150,00.
— O exame pode ser feito a partir de 10 semanas, mas a chance de acerto é de apenas 60%.
Para as mamães que preferem palpitar sobre o sexo com base no formato da barriga e do nariz (arredondado ou pontudo), assim como na coloração da linha que se forma próxima ao umbigo, os especialistas avisam que isso é mito.
— Embora não tenhamos comprovação científica sobre essas crenças, nada impede os pais de sonhar, só não vale fazer o enxoval rosa ou azul.


Fonte: Notícias R7