quinta-feira, 6 de junho de 2013

Vacinação Paralisia Infantil

Olá Mamães!
Após uns dias de "folga" do blog, voltamos normalmente com as postagens.
E aqui vai apenas um lembrete para todos os pais ficarem atentos em vacinar os filhos, entre 6 meses e 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), contra a paralisia infantil.
A campanha nacional inicia-se dia 8 de junho (mobilização), se estendendo até 21 de junho, em todos os postos de saúde.
A dose é via oral (gotas), lembrando que mesmo aquelas já imunizadas devem comparecer para tomar as gotinhas. E, claro, não esqueçam da carteira de vacinação.
Corram que o Zé Gotinha está chegando!

                      

sábado, 25 de maio de 2013

Como falar de morte com os filhos


Falar de morte com crianças não é mesmo nada fácil. Como a gente pode tentar explicar uma coisa que não entende e que é tão dolorida? Dá uma tentação louca de que nossos filhos não precisem passar por isso, muito menos quando tão novos. Sim, isso já passou pela cabeça de qualquer um que tenha filhos, mas o melhor mesmo é que seja só um desejo utópico. Uma das coisas que todos os especialistas entrevistados para esta reportagem disseram é que, independentemente da idade do seu filho e da situação – se morreu um bicho de estimação, um parente próximo ou um conhecido distante –, não se deve mentir ou esconder o fato das crianças. “As crianças são só crianças, não bobas”, afirma Maria Helena Franco, psicóloga e coordenadora do Laboratório de Estudos sobre o Luto da PUC-SP.
É difícil dizer o que seu filho entende em cada idade. Diferentemente dos aspectos do desenvolvimento motor, o emocional é mais individual e depende também das experiências de vida de cada pessoa e família. Mas é certo que, mesmo tão cedo quanto aos dois anos, as crianças são capazes de perceber mudanças no clima e nas emoções da casa. Então seu filho vai perceber se você estiver triste, preocupado, ou agindo diferente. “Se os pais escondem da criança que um cachorro ou peixe do aquário morreu, dizendo que ele fugiu ou sumiu, e depois ela vê o bicho morto, ou mesmo ouve uma conversa sem querer, ocorre a quebra da confiança que ela tem em seus próprios pais”, explica Rita Callegari, psicóloga do hospital São Camilo (SP).
A gente também se engana quando acha que nossos filhos nunca ouviram falar em morte. Ela está nos livros infantis, nos filmes – os pais de Simba morrem em O Rei Leão, a Branca de Neve cai em sono eterno ao morder a maçã, os vilões são mortos pelos mocinhos no final –, nas notícias da TV, nas conversas das pessoas na rua. Também está naquele pernilongo que ela vê morto, nas flores que murcham no vaso.
A diferença é que, até por volta dos 6 anos, a criança não entende que a morte é irreversível. “Nessa fase ela não difere fantasia da realidade, acredita que, assim como nos desenhos animados, dá para se levantar depois que cai uma bigorna na sua cabeça”, ensina Julio Peres, psicólogo e autor do livro Trauma e Separação (Ed. Roca). Ele explica que é preciso deixar a criança “brincar de morto”, sem repreender. Isso, somado às pequenas mortes do dia a dia, dos insetos, plantas e pequenos animais, são um bom treino para entender a sequência da vida e facilita na hora de lidar com uma morte de alguém próximo.
Claro que o curso do mundo nem sempre permite essa sequência ideal e que, mesmo com esse “contato prévio”, a hora que a situação vira real e perto da gente, muda tudo. E receita pronta para fazer tudo certo não existe. Depende de quem morreu, de como foi a morte, da proximidade da família e da criança, das crenças e religiosidade de cada um, da personalidade do seu filho. Mas alguns pontos são importantes para se levar em conta e separamos eles aqui:
Na hora de contar, se for alguém muito próximo e você estiver sofrendo muito, procure se acalmar primeiro. Use uma linguagem simples que seu filho entenda. Rita aconselha usar o verbo morrer mesmo. Se a pessoa estava muito doente ou tinha muita idade, isso vai responder à famosa pergunta “por quê?”. Já as metáforas que os adultos usam para falar de morte podem não funcionar tão bem, principalmente para as crianças menores de 6 anos. Dizer que o vovô foi viajar, que a tia foi morar com o papai do céu, ou que o primo vai dormir para sempre são conceitos difíceis para os mais novos. Eles ficam imaginando por que o papai do céu não deixa vir visitar, podem ficar com medo de dormir e não acordar mais, ou do pai ir viajar e nunca voltar. Seja simples e espere pelas dúvidas de seu filho. “Temos o hábito de antecipar a angústia da criança pela nossa própria e por vezes damos informações além das que ela precisa e pediu. Dê tempo para ela compreender tudo”, comenta Julio.
Os rituais A participação infantil nos rituais de velório, enterro, cremação e até mesmo a visita a um parente doente é uma questão muito particular. Há quem pense que nenhuma dessas situações é adequada para crianças, que é melhor guardar apenas memórias dos entes queridos saudáveis e vivos, e há quem acredite que elas podem e devem estar junto, uma maneira de demonstrar que a família se reúne nos momentos felizes e tristes. A decisão vai variar de acordo com os valores de cada família. De novo, o que é importante é avaliar e respeitar os limites e capacidades de seu filho. Se o ambiente estiver carregado de muita emoção, pessoas chorando e demonstrando desespero, como ocorre no caso de mortes violentas ou inesperadas, evite envolver mesmo os mais velhos, até 12 anos. Outro ponto é analisar os seus próprios sentimentos. Você está sob controle? Tem como dar suporte ao seu filho ou algum parente próximo que possa cuidar dele também? Caso a sua decisão for levar as crianças, explique como vai ser antes. Que vai haver uma caixa, a pessoa vai estar deitada lá dentro, mas que não pode ouvir, falar ou se mexer, diga que as pessoas vão estar tristes, chorando, que é um momento de dizer adeus àquela pessoa. Conte até mesmo se terá flores, incensos, música ou velas. Se possível, depois de explicar, deixe a criança decidir se quer ir ou não. Se ela for, esteja pronto para trazê-la de volta para casa se ela não quiser ficar, não espere que ela consiga acompanhar quieta ou séria o tempo todo e entenda se ela falar algo que, no mundo dos adultos, não seria apropriado.
O depois “O que a criança quer saber é para onde foi a pessoa”, aponta Ceres de Araújo, psicóloga especializada no atendimento infantil (SP). E isso muitas vezes não será resolvido com uma única resposta. Seu filho possivelmente vai perguntar outras vezes sobre onde está a vovó, se ela pode vê-lo, se ela come e toma banho onde está. Para responder, você vai usar as crenças da sua família. Quando não souber o que dizer, seja sincero: diga que não tem a resposta, mas que vai pensar e fala com ela, por exemplo, antes de irem para a escola. Se ele perguntar algo diferente do que você acredita, dizendo que viu na TV ou ouviu um amigo falar, diga que o que ocorre depois da morte é mesmo uma coisa misteriosa, que ninguém sabe direito, mas que você acredita desse jeito e outras pessoas, de outro. É uma ótima maneira de exercitar a boa convivência com a diversidade. Nas primeiras semanas, a criança também viverá o luto. Ela pode ficar um pouco mais agressiva, dispersa, com dificuldades para dormir e, no caso dos mais novos, regredir em algo que já havia aprendido, como voltar a fazer xixi na cama. É tudo normal. Não dê bronca nem se preocupe. Em geral, passa logo e você só deve agir se o comportamento ficar muito intenso ou não passar em mais de dois meses.
E o meu luto? A morte de uma pessoa querida é difícil sempre e quem tem filhos se pega no dilema de como viver a sua própria perda, a sua dor sem que isso seja ruim para as crianças. Não esconda o que está sentindo. Se precisar chorar na frente de seu filho, chore. Isso mostra a ele que não tem problema ele se sentir triste também. E que tudo bem mostrar as emoções. Pois é exatamente isso que prova que estamos vivos, como bem lembrou Julio Peres. “A palavra emoção, em sua raiz, significa sangue em movimento. Ou seja, é vida em seu sentido literal.”

Fonte: Revista Crescer

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Primeiros Dias de Vida

Olá mamães! Espero que tenham passado um ótimo final de semana com os filhotes!
O último post foi sobre o grande dia, aquele momento de olhar nos olhos do bebê e admirá-lo a todo instante.
Hoje, vamos abordar sobre os primeiros dias fora da barriguinha da mamãe, o que fazer, do que cuidar.

Assim que nasce o ideal para o bebê é a mãe, por mais exausta que esteja, tentar amamentar, pois nem sempre o recém nascido pega de primeira o peito.
Para quem faz cesárea, sabemos que a recuperação é mais lenta, e por isso cuidado redobrado para segurar peso ou fazer força.
Geralmente a mulher fica 2 dias no hospital até o médico dar alta e poder finalmente ir para o conforto de casa.
Mas, e agora? Afinal, no hospital as enfermeiras dão total apoio e cuidam dele a todo instante. Embora nem todas as mamães possam ter ajuda de alguém no pós-parto, seria interessante contar com a mãe, sogra, irmã ou algum parente próximo para ajudar você e o bebê.
Cuidados principais de início deve-se ter com a higiene do umbigo até que ele caia (por volta de 1 semana), evitar aglomerações em locais fechados, principalmente no inverno, e de preferência as pessoas visitem no local que o bebê estiver, já que ele ainda está em fase de adaptação e é extremamente sensível.
Claro que nada impede um banho de sol bem cedinho ou no fim da tarde, mas pouco tempo.
Tirando esses pequenos detalhes, agora é aproveitar e descansar sempre que ele dormir, e fique tranquila porque é uma fase de adaptação para todos e os primeiros dias você troca dia pela noite, cansa, mas vale a pena!



Agora algumas dicas
  • O essencial é: amamente, algumas mães infelizmente não podem mesmo querendo, e muitas podem e desistem. A gente sabe que isso talvez seja o maior desafio da mulher nos primeiros dias, o cansaço bate e as vezes acaba dando um outro leite. Não façam isso, a melhor coisa que existe para o seu bebê é o leite materno. Eu já ouvi muitas mães falarem que não é possível meu filho (a) querer mamar tanto, ou que eu não aguento mais, ou pior ainda, estipulando o tempo do filho no peito. Aí eu falo o seguinte, realmente a gente fica com neuras pensando que o leite está fraco (não, não existe leite fraco), ou que não é suficiente, mas conversando com o médico, você entende que realmente existem bebês que são fominhas mesmo, e querem mamar de hora em hora.
  • Aproveite para cochilar enquanto ele dorme, ou se tiver alguém que fique com ele, pode ter um tempinho a mais para descansar.
  • Agora todo mundo vai querer pegar seu bebê no colo, então nada de neuras que ele fica muito no colo, pois esse é o momento dele, todos vão querer vê-lo e ficar carregando. Depois que se recuperar sim você faz a rotina dele.
  • Agasalhe-o bem caso for sair, principalmente no inverno, já que esse é o período mais sensível e qualquer resfriado é um perigo.
  • A única coisa que seu filho precisa é o leite materno, não precisa de água, suco, chá, embora algumas mamães adotem um chá para cólicas.



Realmente é um mundo totalmente diferente e novo do que você está acostumada. Agora existe um bebê extremamente dependente da gente e o senso de responsabilidade cresce demais.
Na minha cabeça a única preocupação era com os cuidados e amamentação. Tive ajuda da minha sogra e do marido, então nas primeiras semanas eu dormia quando dava, e sempre que podia eles pegavam ele e traziam para amamentar, isso levava uma meia hora. 
Foi um pouco exaustivo, porque ele mamava de hora em hora, então eu mal acabava de dar mamar ele já queria de novo, e assim era de manhã, noite, madrugada. Dava os dois peitos até largar, e ele mamava mais o primeiro, o segundo começava e dormia no meio. Na próxima mamada, o primeiro era o que ficou pela metade, rs.
Quanto às cólicas, realmente é difícil, já que ainda estávamos nos acostumando com essa vida e cansados das noites mal-dormidas. Mas a gente acaba dando um chazinho para acalmar, sem açúcar e de preferência numa colherzinha ou copinho, se ele mama no peito. Tirando isso, vale aconchegar ele na sua barriga, ou bolsa de água quente ( não tão quente claro), tentar dar chupeta.
Depois de 3 meses, essas cólicas passam. O nosso teve um pouco de refluxo diagnosticado pelo pediatra, mas graças a Deus tratando certinho, em um mês já estava bem. Por isso, ele ficou um tempo dormindo no nosso quarto ao lado da cama, e compramos o travesseiro anti-refluxo quando ficava no berço.
Enfim, pode parecer impossível lidar com tudo isso, mas quando você vê o bem que está fazendo, alimentando, cuidando e acalmando, vai ver que tudo se torna mais prazeroso.
Espero que tenham gostado!